Seja você também um agente transformador da nossa educação!

Nos últimos anos, o sistema tradicional de educação, caracterizado por uma reprodução fiel, por parte dos alunos, de ideias, conteúdos e padrões aplicados em sala pelos professores, tem sido questionado e repensado (FRISON, 2012). Eventos como Educação 360º, um encontro internacional com grandes nomes da educação mundial e que já se encontra em sua quarta edição, têm contribuído com reflexões sobre metodologias, práticas inovadoras e transformadoras, com foco em uma aprendizagem significativa.  Nesse contexto, nasce um novo panorama, voltado para a valorização da tomada de consciência, atitude de pensar, escolhas, criatividade, inovação e transformação. Não há mais espaço para a educação mecanicista, compartimentada e reducionista. É preciso pensar em alternativas inovadoras, manobras educativas e pedagógicas para um melhor aprimoramento das habilidades e capacidades criativas, bem como para o desenvolvimento da inteligência emocional dos alunos. É fundamental o foco em novas metodologias que possam integrar as diversificadas formas de aprender, tornando atrativo o processo de ensino-aprendizagem para professores e alunos.

O estudo das Neurociências aplicado ao campo da Psicologia e Educação se mostra cada vez mais eficaz, uma vez que permite aos psicólogos e outros profissionais estudiosos na área a compreensão de um aparato cerebral na produção de comportamentos e no desenvolvimento de funções cognitivas como consciência, imaginação e linguagem (FERREIRA, 2014), bem como a relação cérebro e comportamento como uma via de mão-dupla, um influenciando o outro.

O conceito de Neuroplasticidade (Consenza & Guerra, 2011) nos permite compreender que as estratégias pedagógicas promovidas no processo ensino-aprendizagem devem estar aliadas às experiências de vida do indivíduo, apontando o cérebro como o órgão da aprendizagem. Em complemento, Ferreira (2014) esclarece que a plasticidade está associada ao desenvolvimento humano e à aprendizagem. Um aparato neural aliado às experiências ambientais nos permite uma mudança significativa no nosso repertório de informações, sendo a aprendizagem um processo biopsicossocial, o qual envolve a transformação sináptica.

As questões de desenvolvimento no âmbito cognitivo e orgânico estão intimamente ligadas à aprendizagem, na troca entre organismo e o meio ambiente onde vive e se direciona. (FERREIRA, 2014). Nesse sentido, observa-se a importância do ambiente no processo de aprendizagem do indivíduo. Diante disso, questiona-se: qual a sua interface com a Educação?

A educação, em qualquer nível, tem por finalidade o desenvolvimento de novos conhecimentos ou comportamentos, como expõe Consenza e Guerra (2011).  Baseado nisso, devemos sempre ficar atentos aos fundamentos e práticas pedagógicas utilizadas em sala, visando uma melhor e efetiva construção do conhecimento e no desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e atitudinais, por meio de metodologias diversificadas, múltiplas e facilitadoras do processo ensino-aprendizagem.

A prática salta-se como elemento fim para o aprimoramento dos nossos conhecimentos adquiridos em um determinado assunto, tendo em vista, as consequências das experiências vividas em nossa transformação biológica, psicológica e social. Portanto, é preciso valorizar a prática e vivências, com o intuito de modificarmos física e estruturalmente nosso cérebro. (Ferreira, 2014).

Consenza e Guerra (2011) afirmam que o cérebro tem uma motivação intrínseca para aprender, porém só o faz em um reconhecimento de significado, ou seja, para aprender é necessário tornar o conteúdo importante e significante. Desta forma, o conteúdo deverá ser apresentado de maneira que capture a atenção fazendo-os reconhecer como importantes.

Baseado nisso, o SINAPSES tem inovado a educação das Neurociências por meio de atividades como SEMANA DO CÉREBRO, JOGO TABULEIRO GIGANTE, JOGO PSICONEURO e CASOS CLÍNICOS; tornando o processo de ensino-aprendizagem mais lúdico, interativo e significativo.

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Referências:

COSENZA, Ramon; GUERRA, Leonor. Neurociência e Educação: como o cérebro aprendi. ArtMed, 2011 Disponível em: <https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536326078/>

FERREIRA, Maria Gabriela Ramos. Neuropsicologia e aprendizagem. Curitiba: InterSaberes, 2014.

FRISON, Lourdes Maria Bragagnolo. Tutorial entre estudantes: uma proposta de trabalho que prioriza a aprendizagem. Revista Portuguesa de Educação, 25(2), p. 217 – 240, 2012.

Igor Weyber

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